Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Um jurado pouco ajuizado

Quero contribuir para uma opinião pública bem informada. Combater os argumentos dogmáticos do tipo: "Eles são todos iguais!". E também mostrar que qualquer pessoa pode ter algum conhecimento, apenas pesquisando

Quero contribuir para uma opinião pública bem informada. Combater os argumentos dogmáticos do tipo: "Eles são todos iguais!". E também mostrar que qualquer pessoa pode ter algum conhecimento, apenas pesquisando

Um jurado pouco ajuizado

07
Out19

Isto não é feminismo

Ricardo André Coutinho

 Mais uma vez, o assunto que venho abordar é “a igualdade de género”.
 Há uma notícia que considero boa: “nunca houve tantas mulheres no parlamento”. As mulheres envolvem-se cada vez mais na política, desconceitualizando o sexismo na política.
 Esse é o lado bom. O lado mau é que isto pode-se dever única e exclusivamente à “lei da paridade, que entrou em vigor em julho deste ano,” e definiu “representação mínima de 40% de cada um dos sexos”. Ou seja, podem estar a ser eleitas simplesmente pelo seu género e não pela sua competência (discriminação positiva). Contudo, também é verdade que é preciso haver oportunidades para se ter experiência e mostrar a sua competência.

Agora, vou forçar mais um bocadinho kaskaskas

 Outra notícia refere a seguinte citação de André Silva “Somos o único grupo parlamentar em que os homens estão em minoria, o PAN é um partido feminista” … meu caro, isso não quer dizer que é "feminista". Seja em que situação for, ter mais mulheres que homens tem tanto de feminista como o inverso - ter mais homens que mulheres, ou seja, nada!!! Isto se levarmos à letra o que disse. Não é quem tem mais mulheres, que é mais feminista, mas quem menos discrimina quanto ao género.
 Porém, compreendo que possa nem ter pensado no que disse visto que considero que o discurso do feminismo está inflamado. Fico a achar ainda mais que o deputado André Silva percebe pouco mais que o ambiente, demonstrou isso várias vezes ao longo da campanha (os debates retrataram bem isso, por exemplo). Espero que as outras deputadas provem as suas competências, que abordem as diversas áreas e não apenas o ambiente. Assim convencerão que o PAN não é "um partido de modas" e também solidificarão ainda mais a presença das mulheres na política.

 Haverá sempre quem estrague as boas intenções de quem quer mesmo a “igualdade de género” e o incrível é que nem se apercebem que expressões como “empoderamento das mulheres”, “o futuro é feminino”, “de mulheres para mulheres” não respeitam o que teoricamente defende o feminismo. Por isso, é que não me considero feminista.


As notícias que referi:
https://www.publico.pt/2019/10/07/politica/noticia/nunca-houve-tantas-mulheres-parlamento-1889003?fbclid=IwAR3m-KQYY2rCVzK3oadiBwcjDDwaRddR7xW-ERiKDwpwCD6Lbb5pNqoOI-U

https://www.publico.pt/2019/10/07/politica/noticia/pan-promete-quatro-deputados-vao-voz-mudar-paradigma-1889094

23
Set19

Os bodes da desigualdade de género

Ricardo André Coutinho

 A diferenciação dos papéis sociais está ainda bem presente na nossa cultura. Na pré-história o homem ia caçar e a mulher ficava na caverna. E mesmo passados milhares de anos ainda há quem não tenha mudado essa mentalidade pré-histórica. Para cada problema há um culpado?!

 De quem é culpa? um género? uma instituição? uma figura social?

 São os homens - uns machistas que tiram proveito da sua força física para intimidar as mulheres, essa força física que oculta o seu medo de perderem para a capacidade emocional da mulher.

 São as mulheres - umas manipuladoras que tiram proveito da sua fraqueza física para seduzir/iludir o homem, revigorando o seu grau de masculinidade em troca de segurança, uma base de rendimento estável.
 A igreja católica primitiva que retratou tudo o que era feminino como satánico para assegurar não só que a sua existência iria perdurar como também ter mais fiéis.

 São os pais - sabem fazer filhos mas não sabem educá-los. Não aprenderam com o erro dos seus progenitores e impõem aos seus filhos o mesmo modelo que lhes tinha sido educado.
Podia continuar mas já chega, não?

 Eu não concordo com nenhuma das generalizações que fiz. Acredito que há exemplos do contrário como também acredito que há pessoas que contribuem para estes rótulos.
 No meio disto tudo, há pessoas a quem isto tudo lhes parece alheio porque não tem capacidade crítica. Não pensam numa outra realidade, conformam-se com aquilo que têm.
 Ou seja, odiarmo-nos é injusto já que nem todos tem a capacidade de mudar.

 O ódio é um desconforto que antecede a mudança, o que é um bom sinal mas não é a solução. Acredito que houve gente que leu, chegou ao meio e fartou-se … O ódio destrói. Para solucionarmos isto, é preciso construir, e só é possível construir quando houver tolerância invés de segregação. Incluir homens e mulheres nas discussões de género é essencial. Como chegaremos a sociedades paritárias senão há o costume de discutir o assunto entre os dois géneros?
 Se leu até ao fim, se não se deixou vencer por todo este ódio é porque tem a tolerância necessária para ouvir cada extremo. É sinal que está preparado para uma sociedade que não discrimina ao género. Os meus parabéns.
 Eu não me considero feminista mas não sou anti-feminismo. Tal como os feministas eu também quero uma mudança.

Mais sobre mim

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D