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Um jurado pouco ajuizado

Quero contribuir para uma opinião pública bem informada. Combater os argumentos dogmáticos do tipo: "Eles são todos iguais!". E também mostrar que qualquer pessoa pode ter algum conhecimento, apenas pesquisando

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Um jurado pouco ajuizado

21
Mai19

Ieoh Mi(ng) P(ergunt)ei: e a cultura?

Ricardo André Coutinho

 Ieoh Ming Pei foi um arquiteto norte-americano que faleceu recentemente (15/5). Venceu os maiores prémios mundiais da arquitetura, incluindo o Prémio Pritzker em 1983.

 Na década de 80, o reconhecimento pelo seu trabalho passou a fronteira da América com a Pirâmide do Louvre, desenhada em vidro, alumínio e aço, no centro da neoclássica Cour Napoléon. Este contraste motivou críticas violentas. Foi classificado como “uma atrocidade” e um atentado arquitetónico e patrimonial. A contestação também surgiu por ter sido uma encomenda feita pelo presidente François Mitterrand, encarada como uma expressão despótica, visto que a pirâmide está localizada no “Coração de Napoleão”, o antigo imperador francês que ordenou a construção de outro edifício emblemático de Paris - o Arco do triunfo que simboliza os triunfos do seu exército.

 Após a inauguração, na Primavera de 1989, a pirâmide impôs-se na sua elegância, racionalidade geométrica, como um símbolo da Paris moderna. No último ano, o Museu do Louvre contou com mais de 10 milhões de visitas.

Baseado numa notícia do Público, no dia 18/5, o autor Sérgio C. Andrade

 Quase de certeza que já ouviu que “ser artista em Portugal é difícil”. A visibilidade é pouca, em comparação com outros países. E pensava que havia cada vez menos público, o que dificultava a afirmação de novos artistas. Só que na minha pesquisa por dados que o comprovassem, reparei que:

Espetáculos ao vivo (teatro, concertos, etc.)

aumentaram de 28.8 mil sessões, em 2009, para 33.4 mil, em 2017;

- aumentaram de 10.1 milhões de espetadores para 15.4 milhões, no mesmo período de tempo.

 E eu pensei … esta subida pode ser devido aos festivais. Em 2018, de música foram mais de 300, segundo a APORFEST, metade deles com mais de milhar e meio por dia. https://www.aporfest.pt/single-post/2017/10/11/257-festivais-portugueses-j%C3%A1-anunciados-para-2017 ).

 Lógico, não é? Pois …

 De acordo com o Diário de Notícias, “teatro tem crescido em Portugal em receitas, espectadores e sessões”

https://www.dn.pt/lusa/interior/dgartes-teatro-tem-crescido-em-portugal-em-receitas-espectadores-e-sessoes-9238250.html

Mesmo nos equipamentos culturais:

aumentaram de 343 museus, em 2009, para 430, em 2017;

- aumentaram de 10 milhões de visitantes, em 2012, para 17.1 milhões, em 2017;

 Agora o motivo que muitas vezes é referido como a entrave para os novos artistas se expressarem: a falta de apoio monetário.

- Numa perspetiva geral, a despesa das câmaras municipais diminuiu de 178.2 milhões de euros, em 2013, para 138.1 milhões de euros, em 2017;

- Apenas aumentou nas artes visuais (de 730mil para 1.3 milhões) e atividades interdisciplinares (de 11.4 milhões para 15.8 milhões), no mesmo período de tempo.

Em relação a todos os quadros apresentados:

Fontes/Entidades: INE, Pordata

Última atualização: 2018-07-10

 Eu acho (não tenho dados que o comprovem porque não puderam ser facultados pelas entidades organizadoras) que há atividades mais propícias a um público alvo mais jovem como é o caso dos concertos e festivais. No restante (exposições, teatro) o público que há não é o mais novo, o que acaba por se revelar num público mais conservador e resistente ao que é novo. Olha-me para a quantidade de anos que as novelas estão na televisão!! E é sempre a mesma coisa, já se prevê o que vai acontecer a seguir … mas lá continuam elas a ter tempo de antena ...

 Em processo contrário, os mais novos tendencialmente não estão preocupados com a cultura. O que é identidade cultural para eles? Os jovens nasceram com a globalização! Têm pouca ou nenhuma instrução artística. Acabam por encarar as exposições como algo "aborrecidíssimo". E através da sua passividade contribuem para que a cultura continue conservadora, ao invés de acrescentar valor com a sua perspetiva millenial.

 Por isso é que é importante modernizar. É bom manter a identidade, mas o tempo não para, a civilização altera e as suas necessidades ainda mais depressa. A sua curiosidade também tem de ser alimentada e isso faz-se através de uma constante atualização, com algo novo. Não têm que ser necessariamente grandioso, pode se ser único por ter uma dinâmica diferente. Tal como I.M. Pei fez.

Precisas de um espaço para um evento: procura estes espaços públicos (só em Lisboa):

https://culturaportugal.gov.pt/criar/espa%C3%A7os/

Para saberes as várias maneiras de como participar e contribuir para a cultura:

https://culturaportugal.gov.pt/participar/

Procura aqui para saber se podes beneficiar de ajuda financeira em projetos da área cultural:

https://culturaportugal.gov.pt/criar/

Se tens dúvidas, procura aqui: https://culturaportugal.gov.pt/

 

 

 

2 comentários

  • Paris é riquíssima em cultura e beleza arquitetónica tens outros tantos museus para explorar o George Pompidou, Orsay, catacumbas, panteão, etc etc.
    Como vianense tens que ir à Basílica du Sacré Coeur ... o Santuário de Santa Luzia é inspirado nela :)
    Se alguém se perguntar, eu não comentei o meu próprio post ahahah este é o meu pai ahaha
    PS-Desculpa só ter visto isto agora
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